Tão próximas,mesmo assim invisíveis

Fui invisível uma vez. Em 1981, ao voltar do campo missionário com meus pais, moramos por dois meses nas dependências de uma igreja abastada de um bairro de classe média de São Paulo. Íamos na escola dominical, nenhuma criança ou adulto falava conosco. Logo meu pai percebeu a frustração de suas filhas e tratou de nos levar para outra igreja. A nova igreja nos valorizou, nos acolheu e nos sustentou emocionalmente.A invisibilidade da qual estou falando é mais um defeito da pessoa que não enxerga (não nota) do que uma característica daquilo que não é visto. Viçosa (MG), onde vivo, é uma cidade universitária. Lá os fungos dos laboratórios de fitotecnia e microbiologia são mais visíveis do que as crianças de um bairro da periferia cuja renda per capita é inferior a cem reais mensais!No meu caminho há muitas coisas visíveis que eu não vejo, coisas que a minha mente não registra e o meu coração agradece aliviado, pois não queria mesmo ver. É por isso que de tempos em tempos nós precisamos de ajustar à visão divina nossa visão sobre o mundo no qual vivemos e sobre nossa atuação nele.Mãos Dadas realizou um sonho antigo em julho deste ano, o de reunir um grupo de educadores sociais cristãos, leitores da revista, para refletir e corrigir a nossa caminhada. Descobrimos que apesar da nossa grande diversidade temos dois compromissos comuns: com as crianças e com nossas igrejas.Ali, o pr. Ariovaldo Ramos nos trouxe uma palavra de extrema relevância para nós e para nossas igrejas. Queremos que você, querido colega, leve-a para sua igreja local. Deus enviou o seu Santo Espírito para equipar e capacitar sua igreja para toda boa obra; nossa atuação é parte integrante dessa grande obra.Esta edição tem o desafio de ajudar nossas igrejas a ver as crianças. Vamos vê-las todas, quer chinesas quer hindus, esquimós ou poturus, mas principalmente aquelas que estão no nosso caminho e que se não nos incomodam, deveriam fazê-lo de forma tão intensa a nos impelir a ações concretas de cuidado e proteção.
Elsie Bueno Cunha Gilbert, editora
Fonte Revista Mãos Dadas http://www.maosdadas.org

Princípios para uma boa didática

I - METODOLOGIA

Os métodos didáticos são os elementos que o professor utiliza para uma boa aula. Cada professor deve assumir uma forma própria de elaborar suas lições e de dar as suas aulas.

Fatores que levam o professor a desenvolver um bom método didático:

1 - LEVAR EM CONTA A IDADE DA CLASSE. O professor não pode assumir um método de ensino que esteja fora da faixa etária da sua classe. Cada fase da vida está relacionada a certas características e são a essas características que o professor deve estar atento para poder alcançar o êxito esperado. É preciso saber direcionar as aulas dentro desse propósito, para isso, o professor necessita conhecer as características que permeiam a idade da classe que ensina.

2 - SER UM BOM PESQUISADOR. É impossível desenvolver uma boa didática se o professor não tem o habito de pesquisar. Não é que a lição não tenha um aparato suficiente para dar uma boa aula, é que ela é muito resumida e requer alguns recursos adicionais.

3 - TER CRÍTICA AUTO-SUGESTIVA. Reconhecer que precisa melhorar, que precisa mudar alguns detalhes em sua maneira de dar aula, é um dos maiores obstáculos que impede que o professor alcance um método disciplinar avançado. O professor precisa ter a capacidade de saber criticar a si mesmo, de reconhecer que precisa de ajuda. Achar que não precisa pesquisar, que não precisa participar de reuniões, que é só abrir a lição e pronto tudo está feito, é um equivoco crucial para o impedimento do crescimento de qualquer professor. O professor deve, acima de tudo, olhar a cada dia no espelho e perguntar para si mesmo se é o professor que está alcançando os objetivos necessários.

II - LIÇÃO PROGRAMADA Na hora de aplicar a lição da escola bíblica dominical, geralmente, o professor encontra alguns empecilhos que requerem de si um certo malabarismo. A lição programada, feita em casa, ajuda a eliminar esses empecilhos, isso porque o professor cria um programa com começo, meio e fim. A lição programada é o controle que o professor tem sobre sua lição, a capacidade de assimilar e associar dentro de qualquer tempo. Uma lição programada é feita com:

1 - OBJETIVOS DEFINIDOS. A falta de objetividade é o momento em que o professor parece não saber o que está fazendo, como se estivesse perdido. O objetivo é quando o professor sai de casa para a classe de aula sabendo exatamente o que vai fazer, e certo dos alvos que vai alcançar.
2 - RASCUNHOS. Muitas vezes a lição não é dada dentro do tempo previsto porque o professor ensina cada ponto da lição em apreço, independentemente, como se cada um fosse um assunto particular.
Antes da aula é preciso que se tenha uma visão panorâmica de toda a lição, então, se faz um rascunho ou esboço com os pontos que definem categoricamente cada tópico.

III - NOÇÃO 1 - O PROFESSOR PRECISA TER NOÇÃO:

A - Do Tempo

Noção de tempo na hora dar a aula é como um pedestre no momento de atravessar a rua, ele olha para a avenida que vai cruzar e que vê que não muito longe vem se aproximando um carro, ele faz um calculo preciso entre a distância e o tempo, ao fazer essa comparação, ele sabe se atravessa ou não. Assim também deve ser na classe de aula, o professor precisa comparar o tamanho da lição e o tempo e, então, procurar o meio certo para efetivar toda a lição.

B - De funcionamento

Noção de funcionamento é a capacidade que o professor tem de analisar a condição de sua classe, encontrar as deficiências e efetuar a cura.

C - Das prováveis questões que geram discussões.

O professor da EBD não é aquele que domina todas as ciências, mas aquele que está apto a responder pelo menos as questões mais embaraçosas. Tome conhecimento das questões mais grotescas em nosso meio e procure as respostas definitivas. O professor deve estar apto a responder questões como: Divórcio (O que é, porque não, o que a Bíblia diz, o que os homens dizem), Homossexualismo (Porque não, o que a Bíblia diz, o que os homens dizem, como vencer, como lidar), Drogas, pais e filhos, questões políticas, questões sociais, conflitos emocionais, entre outras coisas. Se o professor procurar estar esclarecido sobre os temas corriqueiros em nosso meio, nenhuma pergunta o surpreenderá.

IV - AFINIDADE LITERÁRIA

O conhecimento do professor se baseia naquilo que ele lê. Esse conhecimento pode ser limitado, ou pode atingir proporções inesperadas se o professor ousar adquirir as mais variadas informações das melhores fontes possíveis.

A - Literatura:
-Brasileira (Ajuda a desenvolver a interpretação de texto, leitura e escrita).
-Romance policial (Ajuda a desenvolver o argumento e o raciocínio)
- Clássica (Ajuda a conhecer as épocas, entender os pensamentos religiosos e culturais).
B - Filosofia:
-Clássica (Ajuda a compreender as questões da humanidade e as respostas fornecidas pelos filósofos gregos e de épocas).
-Atual (Ajuda o professor a descobrir qual o pensamento moderno e suas soluções mais atuais para os problemas humanos).
C - Periódicos:
-Revistas de informações gerais (Trazem os acontecimentos e fatos que o professor precisa conhecer.
-Revistas de informações específicas: Ciência, religião, curiosidades (Ajudam o professor a conhecer questões interessantes que podem ajudar em suas lições).
-Jornais (Ajuda o professor a estar por dentro da situação política, econômica e social da sociedade).

D - Teologia:
-Livros de teologia clássica (Martinho Lutero, Calvino, Santo Agostinho, entres outros) - Teologias sistemáticas (É importante que o professor tenha em casa livros de teologia sistemática de escritores diferentes)
-Livros devocionais (Ajudam no desenvolvimento da oração, devoção e louvor).
E - Material de pesquisa:
-Enciclopédias (Teologia, cultural e informações gerais)
-Dicionários (Evangélico, católico, latim, grego, hebraico e secular)
- Internet e suas múltiplas opções de aprendizado. Acesse principalmente -
F - Bíblias:
De estudos diversas (Auxiliam o professor com suas notas e estudos).
( Bíblia de Estudos Pentecostal mais completa )

V - ARGUMENTAÇÃO Argumentar é saber colocar as idéias a respeito de um determinado assunto, de maneira que se obtenha êxito naquilo que se está enfatizando. Mas para o professor ter sucesso em seus argumentos, precisa de total conhecimento sobre o assunto que vai defender. O âmago da argumentação é a pergunta e a resposta, por isso, para desenvolver a argumentação nada melhor do que perguntar e em seguida responder ao tema da lição.

VI - PSICOLOGIA DIDÁTICA

1 - PSICOLOGIA APLICADA A SI MESMO - O TEMPERAMENTO DO PROFESSOR.

A - Manter o equilíbrio quando a opinião de alguém discorda do que está sendo ensinado.

B - Estar apto a responder a qualquer questão e não criar subterfúgios, não dar qualquer resposta por pura pressão.

C - Ser sincero com os seus alunos, se não consegue responder a alguma pergunta, tente pelo menos reconhecer isso e procure melhorar sua condição de professor pedindo para numa próxima oportunidade dar sua resposta, a fim de evitar eventuais situações desconcertantes.

2 - PSICOLOGIA APLICADA À CLASSE DA EBD.

A - Saber passar lições de vida em cada lição. O professor precisa orientar bem os seus alunos a esse respeito. Na classe dos adolescentes, eles precisam extrair lições de vida, descobrir do professor orientações que os ajude a vencer certas perturbações. Dessa forma, o professor da classe dos casais precisa saber empregar lições de vida para os seus alunos: o valor da família, moralidade, e assim por diante. O professor de cada tipo de classe na escola precisa saber direcionar sua lição para aplicações de vida pessoal de cada um.

B - Saber passar lições espirituais. É necessário que o aluno não só conheça as histórias bíblicas na aula, mas que o aproveitamento seja realmente prático. O objetivo da escola bíblica dominical é exatamente este: crescimento espiritual. Um aluno nunca pode voltar para casa insatisfeito com as respostas dadas pelo professor, pelo contrário, em cada aula, o aluno deve se sentir satisfeito por confiar na palavra do professor, pois está certo de que ele tem noção do que está falando.

VII - CRIATIVIDADE

Ser criativo significa ter idéias e projetos audaciosos. Se o professor não é tão criativo ele pode recorrer a outros professores e compartilhar de suas idéias. Ser criativa envolve:

1 - ATUALIZAR A CLASSE COM INFORMAÇÕES DO MEIO EVANGÉLICO E SECULAR. Para que isso aconteça, o professor deve estar a par dos acontecimentos nacionais e internacionais. É importante que a lição não se detenha apenas ao seu conteúdo, mas atinja, através do professor uma dimensão bem pessoal da vida do aluno. (Jornal de TV é um resumo bem interessante de notícias atuais)

2 - LEVAR O ALUNO A PARTICIPAR ATIVAMENTE DAS AULAS.

O grande problema de certos professores é que somente ele se acha responsável pela aula, mas se mudar de idéia e começar a perceber que deve interagir com o aluno nas aulas, aí o resultado será óbvio, o sucesso! A maneira de se eliminar conversas paralelas e dúvidas na classe é ganhar a confiança do aluno, ele precisa respeitar o professor, mas, também precisa ter liberdade para participar.

3 - CRIAR DINÂMICAS.

Hoje em dia está muito fácil de se criar dinâmicas na classe de aula, o professor só precisa ter humildade para buscar recursos externos como, navegar na internet, pedir idéias a outras pessoas, ou conversar com os alunos.
O certo é que dinâmicas tornam as aulas mais envolventes e além de garantirem a participação do aluno, sempre o mantém satisfeito com a EBD, pois o ensino lhe é fixado na memória e no seu coração.


Fonte: http://sarahqueiroz.multiply.comjournal/item/6

Trabalhando limites com nossas criancas

“Instrui o menino no caminho que deve andar, e até quando envelhecer não se
desviará dele”. Prov. 22:6
1.O que a Bíblia fala sobre limites

2. Limites claros

Amor – Perdão- Pontualidade – Retidão – Responsabilidade – Veracidade –
Sinceridade - Organização - e muito Mais...


IV – O grande Exemplo
Em seus passos o que faria Jesus??”Seja o exemplo de autoridade para seus filhos। Faça com que eles enxerguem em vocês a pessoa de ....
Jesus Cristo

Crianças são como espojas. Absorvem tudo o que fazemos, tudo o que dizemos .

Avaliando os Estilos de Paternidade


1 Pais Permissivos


CARACTERÍSTICAS


Não colocam limites no comportamento dos filhos। Tendem a deixá-los fazer o que querem,não por falta de interesse, mas para que o filho fique contente।
Geralmente, permitem que tomem demasiadas decisões e escolhas sozinhos, sem sua guia e supervisão।
Muito amantes e respeitosos das necessidades emocionais do filho. Escutam, se interessam e dão atenção ao filho.
Pedem ao filho que mudem seu comportamento ou acreditam que mudará quando for maior.

POSSÍVEIS EFEITOS SOBRE OS FILHOS

_ Comportamento de Pais Permissivos

  1. O filho percebe que está no comando e aprende a manipular a seus pais।
  2. Cresce com um sentimento interior de insegurança por falta de limites।
  3. Pode ter baixa auto-estima por não ter aprendido a controlar-se ।

Tem dificuldades de distinguir entre o certo e o errado, e tende a manipular as regras.

2 Pais Negligentes


CARACTERÍSTICAS

  1. Tendem a ser frios, distantes, despreocupados e a não comprometer-se।
  2. Mantém relações por reação e não por princípios।
  3. Não corrigem seus filhos até ver-se obrigados e irritados
  4. Inconsistente e imprevisível para disciplinar।
  5. Duro e abusivo quando está fora de controle।
  6. Reina no lar a atmosfera de NÃO ME AMOLE!

Não toma tempo para escutar e animar os filho।


POSSÍVEIS EFEITOS SOBRE OS FILHOS

– Comportamento de Pais Negligentes

  1. Promessas velhas ou descuidadas provocam uma baixa auto-estima।
  2. O abandono e a dureza produzem rebelião।
  3. Poucos resultados por falta de motivação। Insegurança.

Apoiam-se em seus amigos e companheiros, ou grupos anti-sociais।


३। Pais Autoritários


CARACTERÍSTICAS

  1. Preocupados por submissão e obediência extremas।
  2. Inflexível। A obediência é mais importante que as relações.
  3. Insensível। Requer obediência sem considerar opiniões, sentimentos ou necessidade dos filhos.
  4. Dominador, severo, controle parecido com o militar।
  5. Fracassa no ensino de como escolher e tomar decisões।
  6. Não é sensível às tendências e traços de caráter dos filhos.

    POSSÍVEIS EFEITOS SOBRE OS FILHOS – Comportamento de Pais Autoritários
  7. A rigidez deforma o espírito e se manifesta por uma atitude retraída ou aberta rebelião।
  8. Ao independer-se desafiam aos pais ou rechaçam seus valores e sua religião।
  9. Baixa auto-estima e pouca habilidade para ajustar-se à autoridade ou uma conformidade excessiva।

Na adolescência tem a tendência de buscar amigos rebeldes।


4.Pais Com Autoridade


CARACTERÍSTICAS

  1. Tem regras claramente definidas, limites e princípios claros।
  2. Consistente e flexível। Disposto a escutar as razões antes de tomar decisões.
  3. Manifesta amor e compreensão, expressando-o com afeto físico।
  4. Se preocupa com as necessidades dos filhos। Dedica-lhes tempo.
  5. Ensina os filhos a tomar decisões e a escolher।
  6. É amigo dos filhos. Produz uma atmosfera carinhosa no lar.

    POSSÍVEIS EFEITOS SOBRE OS FILHOS – Comportamento de Pais com Autoridade
  7. A relação cálida e carinhosa com limites tende a construir a auto estima।
  8. Alto nível de auto satisfação, pois sabem controlar-se।
  9. Saber e entender os limites da estabilidade emocional।
  10. Desenvolve a habilidade de tomar decisões independentes e positivas।
  11. Tem boa comunicação e mínima rebeldia.

    Fonte: Apostilha
    Projeto Mardoqueu – Curso de Aperfeiçoamento


Pastorear as crianças: nosso compromisso


Carlos Queiroz“Assim diz o Senhor, meu Deus: Apascenta as ovelhas destinadas para a matança. Aqueles que as compram matam-nas e não são punidos; os que as vendem dizem: Louvado seja o Senhor, porque me tornei rico; e os seus pastores não se compadecem delas” (Zc 11.4,5)O texto de Zacarias fala de ovelhas destinadas à matança. As crianças têm sido as principais vítimas da matança na sociedade brasileira. Segundo o UNICEF, 16 pessoas menores de 18 anos morrem por dia vítimas de homicídios no Brasil.Muitos de nossos meninos e meninas tiveram suas infâncias roubadas, seus sonhos perdidos, seu futuro interrompido. São literalmente banidos e excluídos do direito de viver com dignidade. Perdem antecipadamente a infância porque a sociedade acelera os processos naturais de formação de nossas crianças.São raros os pastores e pastoras que se dedicam às crianças. Muitas igrejas se transformaram em empresas religiosas mantidas por clientes potencialmente capazes de pagar a conta do negócio religioso. Como as crianças não estão em fase de produção econômica, são relegadas a um plano secundário, ou totalmente esquecidas. Se pensarmos nas crianças pobres, o problema fica mais grave. Neste caso nem as crianças nem seus pais conseguem pagar a conta do negócio religioso.Se somos seguidores de Jesus Cristo, precisamos praticar o pastoreio de crianças com mais intencionalidade. Entre outros compromissos, Jesus priorizou a criança como a pessoa mais importante do reino de Deus. Zacarias denuncia que “os seus pastores não se compadecem delas”. Escrevo com profundo pesar, indignação e ao mesmo tempo com o desejo de despertar pastores e pastoras comprometidos a combaterem toda forma de violência contra a vida de crianças e adolescentes.Somos filhos e filhas do reino de Deus e temos por vocação proteger e servir a todas as crianças. É direito delas o acesso a todos os ministérios e serviços do povo de Deus. Precisamos lhes propiciar espaços onde sejam mais percebidas como atores da revelação de Deus e não como objetos dos desejos desumanos e interesses comerciais. Jesus disse: “Qualquer que receber uma criança, [...] a mim me recebe; e qualquer que a mim receber, não recebe a mim, mas ao que me enviou” (Mc 9.37).A atitude de proteção e cuidado com as nossas crianças é muito mais do que um significativo gesto de amor e justiça para com elas. É uma questão de compromisso com o Deus Eterno, Pai protetor de todas as crianças. Ele as protege por meio de homens e mulheres que resolveram continuar a história da salvação, preservando a vida, cuidando e amando uns aos outros, praticando a justiça contra o opressor. Faça de sua família, sua igreja, sua comunidade um lugar onde o bem vence toda a forma de mal.Pai! Dá-nos a graça e a coragem para interferirmos contra o assassinato de tantas crianças e adolescentes. Rogo pelas mães que perderam a sensibilidade maternal. Sei que são raras, mas lamento que as situações de injustiça e violência tenham gerado algumas mães tão frias e indiferentes. Peço perdão pela omissão da minha geração. Peço perdão pela indiferença e omissão de nossas igrejas. Como pastor, peço por mim e pelos meus pares. Que o Senhor nos conceda a sabedoria e o engajamento necessários para tornar abundante a vida de nossas crianças e adolescentes.


Carlos Queiroz, casado, dois filhos, é diretor-executivo da Visão Mundial no Brasil e autor de Ser É o Bastante – felicidade à luz do Sermão do Monte (Editora Ultimato, Encontro Publicações, Visão Mundial, 2006).Imagem: desenho de Liz Valente


fonte: ://vilma-ensinarbrincando.blogspot.com

Menina cristã é agredida por professora


Crianças no acampamento em ruas de Islamabad

PAQUISTÃO (13º) - Uma estudante cristã em Punjab, Paquistão, estava em recuperação neste domingo, 11 de outubro, depois de ser agredida por uma professora com uma vara de bambu por declarar que ela era paquistanesa e cristã.

Nadia Iftikhar, de 11 anos, disse que ficou gravemente ferida quando a professora da escola “Futuro Brilhante”, na cidade de Dharema, ficou nervosa porque a aluna confrontou sua visão do islamismo.

“Nossa professora estava nos ensinando sobre a cultura do Paquistão e de seu povo, e citou uma frase do livro didático que dizia: ‘Somos paquistaneses e todos nós somos muçulmanos’”, relembra a menina. “Nesse momento, eu a interrompi e disse: ‘Senhor, eu também sou paquistanesa, mas não sou muçulmana. Sou cristã.”

Nadia conta que a professora, identificada como Humaira Hassa “ficou furiosa, pegou uma vara de bambu e começou a me agredir, dizendo que todos os paquistaneses são muçulmanos e que eu não era paquistanesa por ser cristã”. “Sua casa deve ser em algum lugar da Europa ou da América”, a professora dizia.

A adolescente mostrou as cicatrizes em suas costas. Os colegas de classe disseram que Nadia ficou inconsciente por um curto período de tempo e foi levada para casa.

O pai da menina, Iftikhar Masih, 45, disse que não foi até a polícia. “Eu sou um cristão pobre e trabalho muito para sustentar a minha família”. Cristãos locais na província de Punjab também reclamaram da cumplicidade da polícia nos ataques contra os cristãos.



“Eu levei minha filha ao médico e acreditamos que seus ferimentos sararão logo, e ela poderá voltar para a escola em breve.”

Não ficou claro se a menina será recebida novamente na escola “Futuro Brilhante”, onde estuda há quatro anos.

Fonte: Portas Abertas

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